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Entre palco vazio e participação popular: Guanambi escancarou a diferença entre ACM Neto e Jerônimo

Artigo de Opinião

Por: Moisés Cambuy

Guanambi foi palco, nos últimos dias, de dois eventos políticos que serviram como um verdadeiro raio-x da pré-campanha ao Governo da Bahia. De um lado, ACM Neto apareceu cercado por aliados, discursos prontos e aquele velho roteiro de sempre: muita pose, muitos flashes e pouca gente realmente empolgada. Do outro, Jerônimo Rodrigues participou do PGP — Programa de Governo Participativo — reunindo lideranças, movimentos sociais, prefeitos, juventude e população em um ambiente de debate e construção coletiva. A diferença foi tão gritante que nem o melhor ângulo de câmera conseguiria esconder.

As imagens dos eventos falam por si. Enquanto no encontro de ACM Neto o clima parecia mais o de uma visita protocolar de quem ainda tenta convencer o povo de que voltou ao jogo, o PGP de Jerônimo mostrou mobilização real, participação popular e presença espontânea. Afinal, uma coisa é juntar políticos em volta de um palanque; outra completamente diferente é reunir gente disposta a discutir futuro, educação, cultura e investimentos para o interior da Bahia. O contraste ficou constrangedor para quem ainda vende a narrativa de que ACM Neto “arrasta multidões”. Pelo visto, esqueceram de combinar com as multidões.

ACM Neto segue apostando numa campanha baseada em marketing e pesquisas eleitorais, tentando reviver o personagem de “salvador da Bahia”, enquanto Jerônimo percorre os territórios fortalecendo alianças e ouvindo a população. E é curioso observar: quem se apresenta como novidade é justamente o velho sobrenome da política baiana, carregando a herança do carlismo e uma estratégia que parece parada no tempo. Já Jerônimo, gostem ou não os adversários, demonstra capilaridade política e conexão popular cada vez mais fortes no interior do estado.

No fim das contas, Guanambi deixou um recado claro. Entre o evento que parecia reunião de bastidor e o encontro que reuniu participação popular de verdade, a diferença entre os dois pré-candidatos ficou escancarada. ACM Neto pode até ter marketing, mas povo é outra história — e nisso as imagens realmente não mentem. Enquanto um posa para foto, o outro ocupa espaço, dialoga e mobiliza. E em política, principalmente na Bahia, quem não consegue empolgar o povo acaba descobrindo cedo demais que curtida em rede social não enche praça.

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