Foto: Rede social
A pré-campanha ao Governo da Bahia ganhou um novo capítulo de disputa política após integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) acusarem o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo, ACM Neto (União Brasil), de reproduzir elementos visuais utilizados recentemente na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A polêmica surgiu depois do lançamento do clipe da música “Dalê”, apresentado como jingle da campanha de Neto e voltado principalmente ao público jovem.
Segundo aliados de Lula, a equipe de comunicação de ACM Neto, coordenada pelo marqueteiro João Santana, teria adotado referências gráficas semelhantes às da campanha nacional do PT, incluindo estética, identidade visual e linguagem empregadas no material divulgado pelo partido em junho deste ano. As comparações rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e passaram a ser exploradas por lideranças petistas.
A assessoria de ACM Neto, por sua vez, rejeitou as acusações. Em nota, afirmou que o material possui “conceito, linguagem visual, paleta de cores, direção de arte e execução próprios”, negando qualquer tipo de inspiração ou cópia da campanha presidencial. A defesa sustenta que a estratégia de comunicação foi desenvolvida de forma independente para dialogar com o eleitorado baiano.
O episódio evidencia que a disputa pelo Palácio de Ondina já começa também no campo da comunicação e do marketing político. Em um estado onde Lula mantém forte influência eleitoral, a associação — ou o distanciamento — da imagem do presidente tende a ser um dos principais elementos da narrativa dos adversários ao longo da campanha de 2026. A controvérsia em torno da identidade visual reforça que, além das propostas, a batalha pela percepção do eleitor já está em pleno andamento.
Fonte: Metrópoles







