A morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo do Lanche, durante uma ação da Polícia Militar no bairro de São Cristóvão, em Salvador, provocou forte comoção popular, protestos e cobranças por esclarecimentos. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM, enquanto os policiais envolvidos foram afastados preventivamente. Segundo a corporação, as equipes utilizavam câmeras corporais, e as imagens serão incorporadas às investigações para ajudar a reconstruir a dinâmica da ocorrência.
Em meio à repercussão do caso, chamou atenção a ausência de manifestação pública do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto. Enquanto diversas autoridades, entre elas o governador Jerônimo Rodrigues, divulgaram notas de solidariedade à família e defenderam uma apuração rigorosa dos fatos, Neto não publicou posicionamento sobre a morte em seus canais oficiais durante os dias de maior repercussão do episódio.
Outro aspecto que voltou ao debate foi a posição adotada por ACM Neto durante a campanha de 2022, quando criticou a adoção de câmeras corporais por policiais militares, afirmando que o equipamento poderia desmotivar agentes durante o trabalho. No caso de Léo do Lanche, porém, as gravações das body cams passaram a ser consideradas uma das principais evidências para esclarecer o que ocorreu, sendo encaminhadas às autoridades responsáveis pela investigação.
As investigações seguem em andamento e ainda não há conclusão oficial sobre as circunstâncias da morte. A expectativa é de que a análise das imagens das câmeras corporais, aliada aos depoimentos, perícias e demais elementos técnicos, permita esclarecer responsabilidades. O episódio também reacendeu o debate público sobre transparência nas ações policiais e o papel da tecnologia como instrumento de controle, proteção e produção de provas em ocorrências envolvendo o uso da força.







