Mobilização reuniu cerca de 1.200 pessoas e contou com a participação do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher durante ações de orientação e conscientização
A Avenida Santos Lopes, em Irecê, recebeu na manhã de domingo (26) uma mobilização esportiva voltada à conscientização sobre a violência contra a mulher, a Corrida das Meninas Super Poderosas reuniu aproximadamente 1.200 participantes, entre adultos, crianças e cadeirantes, em percursos de 3, 5 e 10 quilômetros, levando para as ruas a mensagem da campanha Feminicídio Zero – Nenhuma a Menos.

A iniciativa foi promovida pela Irecê Lider FM e contou com a presença da Polícia Civil da Bahia, representada pelo Núcleo Especial de Atendimento à Mulher de Irecê, durante o evento, a equipe apresentou informações sobre os serviços oferecidos às mulheres em situação de violência, explicou a importância da denúncia e reforçou o papel dos órgãos que atuam de forma integrada no acolhimento, na proteção e na responsabilização dos agressores.

Mais do que uma competição esportiva, a programação foi utilizada como espaço de diálogo com a população, aproximando os serviços especializados da comunidade e ampliando o alcance das orientações sobre prevenção, identificação de sinais de violência e busca por ajuda, a participação de diferentes faixas etárias e de pessoas com deficiência também marcou o caráter inclusivo da atividade.

Segundo a delegada Maria José Maciel, titular do NEAM/Irecê, a atuação do núcleo em ações desse tipo demonstra que o enfrentamento à violência doméstica também passa pela prevenção, para ela, o esporte representa liberdade, autonomia e força, valores diretamente relacionados ao direito das mulheres de viverem sem violência.
A delegada também destacou que o NEAM mantém atuação contínua nas áreas de investigação, acolhimento e orientação, além de reforçar que qualquer indício de agressão, ameaça ou abuso deve ser denunciado, a mensagem central do encontro foi a de que o combate à violência contra a mulher depende tanto do trabalho das instituições quanto da participação ativa da sociedade.

Por Moisés Cambuy







