As três últimas pesquisas do Real Time Big Data para o Governo da Bahia mostram uma mudança importante na trajetória da disputa. Em novembro de 2025, ACM Neto aparecia com 44%, contra 35% de Jerônimo Rodrigues. Em março de 2026, Neto permaneceu nos 44%, enquanto Jerônimo avançou para 39%. Agora, no levantamento divulgado nesta terça-feira (11), realizado entre 6 e 10 de agosto com 1.600 eleitores, ACM Neto continua com 44%, enquanto Jerônimo chega a 42%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
O dado mais significativo, portanto, não é apenas a liderança numérica de ACM Neto, mas a direção da curva. O ex-prefeito de Salvador está estacionado em 44% nas duas últimas pesquisas, enquanto Jerônimo saiu de 35%, passou por 39% e chegou a 42%. Em outras palavras, a vantagem que era de nove pontos no fim de 2025 caiu para cinco em março e agora é de apenas dois pontos — um cenário de empate técnico. É importante ressaltar que falar em “tendência” a partir de três levantamentos é uma interpretação da evolução dos números, e não uma certeza matemática sobre o resultado eleitoral.
Nesse movimento, o peso político de Lula, Jaques Wagner e Rui Costa pode ser decisivo. A chapa petista foi oficialmente lançada com Jerônimo para o governo e Wagner e Rui Costa para o Senado, em convenção que contou com a presença de Lula. Além disso, a pesquisa mais recente mostra que 60% dos baianos aprovam o governo Lula, enquanto 37% desaprovam. Rui Costa e Jaques Wagner também aparecem competitivos na corrida pelo Senado, reforçando a capacidade de mobilização do grupo político que sustenta Jerônimo.
Com ACM Neto estacionado em 44% e Jerônimo encostando em 42%, a eleição baiana entra numa fase em que cada ponto pode representar uma mudança de cenário. E existe uma possibilidade que começa a ganhar força: caso Jerônimo mantenha o crescimento e consiga converter a força eleitoral de Lula, Wagner e Rui Costa em votos para a chapa estadual, a disputa pode deixar de ser apenas uma corrida para o segundo turno e passar a admitir, inclusive, um desfecho no primeiro turno. Hoje, porém, os números não permitem afirmar que isso ocorrerá: o que a pesquisa efetivamente mostra é uma corrida apertada, com Neto numericamente à frente e Jerônimo em trajetória ascendente.







