A nova pesquisa AtlasIntel/A Tarde desenha um cenário de disputa extremamente equilibrada na Bahia. No primeiro turno, ACM Neto aparece com 49,1% e Jerônimo Rodrigues com 47,9%; no segundo, a diferença cai para apenas 0,6 ponto percentual, com 49,2% contra 48,6%. Dentro da margem de erro de dois pontos, os números apontam para um verdadeiro empate técnico entre os dois candidatos.
Mais do que o empate na capital, o dado que chama atenção é a força de Jerônimo no interior. O governador lidera em três dos quatro grandes recortes territoriais apresentados pela pesquisa: chega a 61,3% na região de Feira de Santana, 52,6% no eixo Barreiras, Guanambi e Vitória da Conquista e 48,8% em Juazeiro, Paulo Afonso e Irecê. No segundo turno, mantém praticamente os mesmos índices. É um retrato de uma candidatura que encontra no interior uma importante base de sustentação eleitoral.
Jerônimo também demonstra desempenho expressivo entre mulheres, eleitores de menor renda e segmentos populares. Entre as mulheres, chega a 53,1% no primeiro turno e 54,3% no segundo. Entre eleitores com ensino fundamental, marca 57,6%, enquanto na faixa de renda entre R$ 2 mil e R$ 3 mil alcança 58,3%. O governador ainda lidera entre católicos, entre eleitores com 60 anos ou mais e mantém forte vantagem entre quem votou em Lula em 2022: mais de 70% desse eleitorado declara preferência por Jerônimo.
Os números revelam, portanto, uma eleição muito mais aberta do que uma simples leitura dos números gerais pode sugerir. Jerônimo apresenta forte retenção de seu eleitorado de 2022, com 85,2% no primeiro turno e 86,5% no segundo, além de conquistar 78,8% dos eleitores que votaram em Otto Alencar para o Senado. Com o interior favorável, forte presença entre mulheres e eleitores populares e uma diferença mínima no segundo turno, o governador chega a setembro com condições concretas de transformar o empate nas pesquisas em uma virada eleitoral na Bahia.







