Opinião de Moisés Cambuy — Em um momento em que a política muitas vezes se resume a discursos e ataques, Jerônimo Rodrigues apresenta uma proposta que busca dialogar diretamente com aquilo que mais importa para milhões de baianos: cuidado, dignidade, família e defesa da vida. Ao apresentar 13 compromissos com a comunidade evangélica, o governador sinaliza que pretende transformar valores de solidariedade e responsabilidade social em políticas públicas concretas, aproximando o Estado das pessoas que mais precisam.
Entre as propostas, chama atenção o Bahia do Cuidado, voltado à proteção de crianças, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade. A agenda também contempla emprego e renda, educação em tempo integral, combate à fome, agricultura familiar, acesso à água no Semiárido, fortalecimento do SUS e ampliação da assistência a pacientes com câncer e pessoas com autismo. É uma visão de governo que não separa desenvolvimento de inclusão social e que entende que crescer economicamente não basta se a população não tiver oportunidades para viver melhor.
Outro ponto que merece destaque é o fortalecimento do Bahia pela Paz, com ações voltadas à prevenção da violência e à criação de oportunidades para a juventude. A mensagem é objetiva: combater o crime exige polícia e inteligência, mas também educação, trabalho, cultura, esporte e presença do poder público nos territórios. Ao mesmo tempo, Jerônimo propõe ampliar a conectividade, a mobilidade e os investimentos que aproximem campo e cidade, criando condições para que mais baianos tenham acesso às oportunidades.
Na avaliação deste colunista, os 13 compromissos revelam um projeto que tenta colocar a pessoa no centro das decisões do governo. Mais do que uma aproximação com a comunidade evangélica, trata-se de uma agenda que dialoga com demandas de toda a sociedade baiana: proteger vidas, gerar oportunidades, combater a fome, garantir saúde, educação e segurança e cuidar de quem mais precisa. Se transformadas em ações efetivas, essas propostas podem representar mais um passo na construção de uma Bahia que não apenas cresce, mas cresce sem deixar seus filhos para trás.







