Segundo reportagem do ICL Notícias, publicada nesta quinta-feira (1º), um relatório da Polícia Federal aponta o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), como suposta liderança de uma organização investigada por fraudes em contratos públicos e desvio de recursos em Belo Horizonte. A investigação estima que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão.
Ainda segundo o ICL, parte dos valores teria sido transportada em dinheiro vivo dentro de malas, em aeronaves fretadas, em deslocamentos entre São Paulo e Salvador. A PF teria identificado, por exemplo, uma viagem realizada em novembro de 2024 na qual um homem teria embarcado com aproximadamente R$ 5 milhões em espécie.
O relatório também registra 232 contatos entre ACM Neto e o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, entre agosto e dezembro de 2024. De acordo com a investigação, Moura teria atuado como intermediário em negociações envolvendo cargos e contratos públicos na Prefeitura de Belo Horizonte.
As informações fazem parte da Operação Overclean e ainda estão no âmbito de investigação. ACM Neto nega envolvimento nos fatos e afirmou que as acusações representam uma tentativa de interferência no processo eleitoral, classificando as informações como “factoides” e “mentirosas”. O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, também rejeitou pedidos da PF de busca e apreensão e bloqueio de bens relacionados diretamente ao político.
Fonte: ICL Notícias / Polícia Federal / CNN Brasil / UOL.







