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CPI do Crime Organizado avalia convocar ACM Neto

Por | Moisés Cambuy

A possibilidade de a CPI do Crime Organizado avaliar a convocação de ACM Neto revela o tamanho da pressão política que envolve a investigação sobre a expansão das facções e redes criminosas no país. Mais do que um movimento protocolar, trata-se de um sinal de que o Congresso começa — ainda que tardiamente — a encarar com seriedade a necessidade de esclarecer responsabilidades políticas em um cenário marcado pelo avanço da criminalidade organizada e por suspeitas que pairam sobre diferentes esferas do poder.

Convocar uma figura de peso da política nacional não é apenas um gesto simbólico. É também um teste para a própria credibilidade da CPI. Se pretende ser levada a sério, a comissão precisa demonstrar que não está disposta a poupar nomes influentes, tampouco transformar seus trabalhos em palco de disputas partidárias vazias. Investigar crime organizado exige coragem institucional e disposição para enfrentar interesses poderosos, inclusive aqueles que transitam nos corredores da política.

Ao mesmo tempo, é fundamental que qualquer eventual convocação seja baseada em fatos concretos, documentos e linhas de investigação claras. CPIs que se transformam em espetáculos midiáticos acabam esvaziadas de resultados práticos e contribuem para o descrédito das instituições. A sociedade brasileira já assistiu a inúmeras comissões que produziram manchetes, mas poucas consequências reais no combate às estruturas criminosas que continuam operando com impressionante capacidade de adaptação.

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