Foto ilustrativa
A tentativa de ACM Neto de desqualificar obras de pavimentação conduzidas pelo governo da Bahia revela mais uma estratégia de atuação baseada em discurso raso e pouco compromisso com a realidade técnica. Ao lançar críticas nas redes sociais, o ex-prefeito ignora deliberadamente que projetos de infraestrutura seguem critérios rigorosos de engenharia, definidos por estudos geotécnicos, análises econômicas e normas técnicas. Não se trata de opinião ou palpite, mas de planejamento especializado — algo que exige mais do que retórica política.
Ao questionar uma obra sem apresentar dados consistentes ou contrapontos técnicos, ACM Neto transforma um tema sério em instrumento de disputa eleitoral. Essa postura não apenas desinforma, como também desvaloriza o trabalho de profissionais qualificados envolvidos na execução de políticas públicas. Criticar é legítimo, mas fazê-lo sem embasamento revela mais sobre a fragilidade do discurso do que sobre a obra em si.
Além disso, ao tentar ocupar o espaço de crítico da gestão estadual, o ex-prefeito evita enfrentar questionamentos que recaem diretamente sobre sua própria trajetória. Os valores milionários recebidos por meio de consultorias junto ao Banco Master levantam dúvidas que não podem ser ignoradas, sobretudo diante da relevância pública de sua pré-candidatura. Transparência, nesse caso, não é opcional — é uma exigência básica.
No fim, o contraste é evidente: enquanto uma obra é executada com base em critérios técnicos e planejamento, o debate proposto por ACM Neto se apoia em superficialidade e desvio de foco. Em vez de contribuir para o aprimoramento das políticas públicas, sua atuação reforça um modelo de oposição que prefere o ruído à responsabilidade.







