Foto: Amanda Ercília/GOVBA
Opinião | Moisés Cambuy
No coração do Recôncavo baiano, Jaguaripe desperta ao som de máquinas que não apenas rasgam a terra, mas costuram caminhos. Mais de R$ 20 milhões descem como chuva boa sobre o chão antigo, transformando poeira em esperança e distância em encontro. A pavimentação da BA-001, ligando o município ao distrito de Palma, nasce como promessa de novos tempos.
São 17,6 quilômetros que deixam de ser obstáculo para se tornarem ponte — entre casas e escolas, entre doentes e hospitais, entre o campo e a cidade. Onde antes havia lama e espera, agora corre a ideia de movimento, de vida que flui mais livre. A estrada, antes silêncio difícil, começa a falar em progresso, levando junto o som das rodas e dos sonhos.
No olhar de quem vive ali, a obra é mais do que concreto: é dignidade. O transporte escolar ganha segurança, a produção rural encontra caminhos mais fáceis, e o turismo respira novos ventos nas estradas que levam ao mar. Jaguaripe, “rio das onças”, agora também é rio de possibilidades, onde cada metro asfaltado carrega histórias que finalmente encontram passagem.
E assim, entre máquinas e esperanças, o futuro vai sendo desenhado no chão quente da Bahia. Não é apenas uma estrada que nasce — é um caminho coletivo, onde o desenvolvimento chega como visita aguardada há décadas. Jaguaripe segue, agora, menos isolada e mais conectada, como quem aprende que o progresso também pode ser poesia escrita no asfalto.







