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O preço dos combustíveis no Brasil registrou forte alta desde o início do conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Levantamentos indicam que o diesel acumulou aumento de cerca de 19% no período, enquanto a gasolina teve elevação de aproximadamente 5,5%, refletindo os efeitos diretos da instabilidade internacional sobre o mercado energético.
A escalada dos preços está diretamente relacionada ao avanço das tensões geopolíticas na região, que impactam a cotação do petróleo no mercado global. O conflito provocou interrupções em rotas estratégicas de transporte, como o Estreito de Ormuz, responsável por uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo, além de elevar o risco percebido por investidores e operadores do setor.
No Brasil, o efeito é intensificado pela dependência parcial de importações, especialmente de diesel. Cerca de 25% do combustível consumido no país vem do exterior, o que torna os preços internos mais sensíveis às variações internacionais. Diante desse cenário, autoridades e empresas do setor têm adotado medidas para tentar conter impactos, como aumento da produção em refinarias e monitoramento do abastecimento.
Apesar da alta expressiva, especialistas apontam que o principal risco, no momento, está na pressão sobre os preços e não no desabastecimento. Ainda assim, a continuidade do conflito pode prolongar a volatilidade no mercado de combustíveis, com संभावíveis reflexos na inflação e no custo de vida da população brasileira nas próximas semanas.







