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Mais de 15% dos estudantes baianos avaliam saúde mental como negativa, aponta IBGE

Crédito: Freepik

Mais de 15% dos estudantes da Bahia consideram a própria saúde mental como negativa, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE. O indicador acende um alerta para a situação emocional dos adolescentes no estado, refletindo um cenário de vulnerabilidade que também se repete em outras regiões do país. A pesquisa leva em conta a autopercepção dos jovens sobre sentimentos como tristeza, solidão e desânimo.

O levantamento mostra que a saúde mental dos estudantes está diretamente associada a fatores sociais e escolares. Problemas como bullying, insegurança no ambiente escolar e conflitos familiares aparecem como elementos recorrentes na vida dos adolescentes. No Brasil, por exemplo, cerca de 23% dos estudantes relataram ter sofrido bullying recentemente, enquanto uma parcela significativa também declarou sentir preocupação constante com questões do cotidiano .

Outro ponto relevante é a desigualdade de gênero. As meninas apresentam índices mais elevados de sofrimento emocional, com percentuais de saúde mental negativa muito superiores aos dos meninos. Dados do próprio IBGE indicam que esse grupo também relata com mais frequência sentimentos de tristeza, baixa autoestima e até a percepção de que “a vida não vale a pena”, evidenciando um quadro mais crítico entre adolescentes do sexo feminino .

Especialistas apontam que o cenário exige políticas públicas mais efetivas, como a presença de psicólogos nas escolas e ações de acolhimento emocional. Além disso, iniciativas educativas têm buscado ampliar o debate sobre o tema dentro das salas de aula, reconhecendo que a saúde mental é parte essencial do desenvolvimento dos jovens. Para o IBGE, compreender esses dados é fundamental para orientar estratégias que reduzam os impactos do sofrimento psicológico entre estudantes brasileiros .

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