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A ponte saiu do papel: O discurso da oposição, não!

Opinião | Moisés Cambuy

Durante anos, parte da oposição baiana transformou a Ponte Salvador-Itaparica numa espécie de folclore político: diziam que nunca sairia, que era propaganda, fantasia eleitoral, miragem de PowerPoint. Apostaram no fracasso da obra como quem aposta na chuva para salvar uma plantação seca. O problema é que a realidade apareceu — e apareceu voando. O episódio envolvendo o vereador Cláudio Tinoco, citado por Marcelino Galo como um “vexame no ar”, acabou simbolizando justamente isso: o colapso de uma narrativa construída mais no deboche do que nos fatos.

Tinoco vinha sustentando o discurso de que a ponte era um projeto eternamente atolado em licenças, estudos e promessas. Chegou a afirmar que o empreendimento “parece ter sido feito para nunca sair do papel”, numa frase que envelheceu com impressionante velocidade. O problema da oposição é confundir torcida com análise. Durante tanto tempo repetiram o mantra do “não vai acontecer” que passaram a acreditar nele como religião política. Agora, diante dos avanços concretos e da mobilização definitiva em torno da obra, sobra constrangimento — e vídeos virais.

O mais curioso é que muitos dos críticos nunca apresentaram alternativa de desenvolvimento para o Recôncavo ou para a integração logística da Bahia. Preferiram o conforto da ironia fácil. É sempre mais simples zombar de um projeto grandioso do que discutir seu impacto econômico, social e estratégico. A Ponte Salvador-Itaparica virou alvo porque representa algo que incomoda adversários políticos: legado. E legado é um problema para quem sobrevive apenas de manchete indignada e coletiva performática.

No fim, o “agouro oposicionista”, como definiu Marcelino Galo, acabou derrotado pela própria realidade. A ponte continua avançando enquanto os profetas do caos ficam presos num looping de pessimismo requentado. O episódio de Tinoco não é apenas um constrangimento individual; é o retrato de uma oposição que apostou tanto no fracasso da Bahia que agora parece desconfortável diante de qualquer sinal de sucesso.

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