Por | Moisés Cambuy
ACM Neto desembarcou em Vitória da Conquista para o lançamento da pré-candidatura de Wagner Alves, marido da prefeita Sheila Lemos, a deputado estadual. A expectativa vendida pelos aliados era de um grande ato político, daqueles para mostrar força no interior. Mas, pelo que circulou nas redes e bastidores, o clima parecia mais reunião de condomínio do que arrancada eleitoral. Muito discurso, muito sorriso ensaiado e pouca plateia para a foto oficial.
O curioso é que ACM Neto insiste em tratar os prefeitos aliados quase como figurantes de luxo. Vai às cidades, posa como comandante absoluto da oposição e transforma lideranças locais em meros escudeiros de um projeto personalista. Em Conquista, nem a máquina da prefeitura, nem a presença da cúpula oposicionista conseguiram transformar o evento em demonstração popular convincente. Ficou aquele velho roteiro: muito cacique no palco e poucos índios na plateia.
Wagner Alves, que teve a pré-candidatura construída sob as asas da prefeita Sheila Lemos e com bênção explícita de ACM Neto, tenta se vender como renovação política. Mas o enredo soa familiar demais: sobrenome, estrutura, articulação de gabinete e lançamento embalado por lideranças tradicionais. Até porque a própria articulação do nome dele já vinha causando desconforto entre aliados da oposição, especialmente por disputar espaço político em Vitória da Conquista.
No fim das contas, o evento serviu mais para ilustrar um problema crescente da oposição baiana: muito marketing para pouca mobilização real. Porque quando um encontro anunciado como “grande demonstração de força” termina com cara de auditório esvaziado, sobra o inevitável comentário das ruas: parece que o povo resolveu faltar justamente na hora da foto.







