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“Denúncia de assédio na campanha de ACM Neto reacende histórico de desrespeito às mulheres”, afirma presidente do PT Salvador

A presidente do PT Salvador, Ana Carolina, afirmou, nesta quarta-feira (16), que a denúncia de assédio moral contra uma profissional da campanha de ACM Neto e a saída coletiva de integrantes da equipe colocam novamente no centro do debate a forma como mulheres são tratadas nos espaços políticos ligados ao candidato. Para a dirigente petista, o episódio é grave, demonstra que há um padrão de desrespeito com as mulheres e não pode ser tratado como um simples conflito interno de campanha.

“Não estamos falando de um episódio isolado ou de uma discussão qualquer de bastidor. Estamos falando de uma denúncia envolvendo uma mulher dentro de uma estrutura, de uma campanha política. É preciso que o candidato ACM Neto dê explicações e deixe claro que tipo de ambiente de trabalho está sendo tolerado em sua campanha”, afirmou a presidente do PT municipal.

A dirigente petista lembra que o episódio ocorre em meio a outros casos e controvérsias envolvendo ACM Neto e mulheres ao longo de sua trajetória política e durante a campanha deste ano. Um deles ocorreu na sabatina da TV Aratu, quando a jornalista Basília Rodrigues, do SBT News, questionou o ex-prefeito sobre Banco Master, Operação Overclean, relações políticas e problemas de Salvador, e ele foi ríspido. No chat da transmissão da TV, perfis favoráveis ao candidato atacaram a jornalista, inclusive com comentários sobre seu cabelo.

Padrão de desrespeito

Para Ana Carolina, a sucessão de episódios exige que o debate sobre respeito às mulheres seja levado a sério. “Pela repetição desse tipo de acontecimento, existe um padrão de desrespeito com mulheres no grupo político comandado por ACM Neto na relação com funcionárias, jornalistas, adversárias políticas e mulheres que participam dos atos. Denúncias precisam ser apuradas e mulheres precisam ser ouvidas”, afirma.

A presidente do PT Salvador também citou o episódio ocorrido durante um ato de campanha em São Cristóvão, quando duas mulheres apareceram seminuas e com os corpos pintados sobre um minitrio. O caso provocou grande repercussão e chegou à Justiça Eleitoral. “Uma sociedade que combate a violência contra a mulher precisa começar pelo básico: acreditar na importância da denúncia, garantir espaço para que as mulheres sejam ouvidas e cobrar responsabilidade de quem ocupa posições de liderança. O silêncio e a naturalização de comportamentos desrespeitosos não podem fazer parte da política”, conclui.

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