Home / Política / EDITORIAL | Opinião de Moisés Cambuy

EDITORIAL | Opinião de Moisés Cambuy

Jerônimo enquadra ACM Neto: o profeta do caos que só fala de Goiás

O governador Jerônimo Rodrigues voltou a rebater o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, e não economizou nas críticas. Segundo Jerônimo, Neto se transformou em uma espécie de “profeta do caos”, alguém que parece torcer para que tudo dê errado apenas para alimentar seu discurso político. O governador ironizou a insistência do adversário em citar exemplos de Goiás em praticamente todas as entrevistas e eventos públicos. “Ele fala tanto de Goiás que talvez devesse se mudar para lá”, disparou Jerônimo, questionando o distanciamento do ex-prefeito em relação aos desafios e avanços da própria Bahia.

Jerônimo também cobrou coerência de ACM Neto ao apontar problemas na educação. Para o governador, é curioso que alguém que administrou Salvador por oito anos evite discutir temas fundamentais como alfabetização e aprendizagem. “Por que ele não fala da alfabetização? Por que não fala da atenção básica de saúde?”, questionou. Na avaliação do governador, o ex-prefeito prefere atacar e criticar do que prestar contas dos resultados de sua própria gestão, especialmente em áreas que impactam diretamente a vida da população mais vulnerável.

Outro ponto que voltou a provocar reação foi a declaração de ACM Neto de que não precisaria de prefeitos para governar a Bahia. A fala foi classificada por Jerônimo como arrogante e desconectada da realidade política e administrativa do estado. Governar a Bahia, destacou o governador, exige diálogo permanente com os municípios, respeito aos gestores locais e compreensão das necessidades regionais. Ignorar os prefeitos seria ignorar justamente quem está na linha de frente dos problemas enfrentados pelos cidadãos.

Ao intensificar o tom contra o principal adversário, Jerônimo tenta transformar a narrativa da oposição em alvo de questionamentos. Para ele, ACM Neto aposta no pessimismo, na crítica permanente e em comparações externas, enquanto evita discutir o próprio legado administrativo. Entre ataques, ironias e cobranças, o embate político começa a ganhar temperatura, deixando claro que a disputa pelo Palácio de Ondina será marcada não apenas por propostas, mas também por uma dura batalha de versões sobre quem realmente conhece os problemas e as soluções para a Bahia.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *