A Prefeitura de Salvador já pagou R$ 47,8 milhões, em 2026, à MM Limpeza Urbana, empresa ligada a José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. O empresário foi indiciado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean, que investiga suspeitas de corrupção, fraude em licitações, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O dado chama atenção porque a empresa mantém contratos com a Prefeitura desde 2018, quando ACM Neto comandava Salvador, e continuou prestando serviços durante a gestão de Bruno Reis. Em quatro anos, entre 2023 e 2026, os pagamentos municipais à MM Limpeza Urbana já alcançam cerca de R$ 238 milhões.
O avanço das investigações da Overclean também trouxe à tona a relação política e empresarial de Moura com integrantes do União Brasil. Segundo a PF, o empresário teria utilizado sua proximidade com ACM Neto para facilitar negócios do grupo, colocando novamente o entorno do ex-prefeito sob escrutínio.
Como se não bastasse, documentos relacionados ao Banco Master registram um pagamento de R$ 1,43 milhão à empresa de Moura em 2024. O episódio soma mais um elemento às conexões empresariais que envolvem o “Rei do Lixo” e nomes do comando do União Brasil, em um momento de crescente disputa política na Bahia.







