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Nas redes, ACM Neto vira o “vaqueiro fake” ao tentar vestir a imagem de Jerônimo

Opinião de Moisés Cambuy

A pré-campanha de ACM Neto ao Governo da Bahia ganhou um novo capítulo nas redes sociais. Desta vez, o motivo das críticas não foi um discurso ou uma proposta, mas o figurino. Internautas passaram a comparar o visual do ex-prefeito de Salvador com o do governador Jerônimo Rodrigues, afirmando que o oposicionista estaria tentando reproduzir a imagem de simplicidade cultivada pelo atual chefe do Executivo estadual. A percepção ficou ainda mais evidente durante a tradicional Festa do Vaqueiro, em Curaçá.

Para muitos usuários das redes, a mudança de estilo parece surgir justamente no período eleitoral. Os comentários ironizam o contraste entre a rotina frequentemente associada a ACM Neto — marcada por viagens em helicópteros e aviões de alto padrão e uma imagem ligada aos grandes centros urbanos — e a tentativa de incorporar símbolos da cultura sertaneja. A avaliação de críticos é que a simplicidade exibida agora soa mais como estratégia de campanha do que como traço natural de sua trajetória política.

A comparação inevitavelmente favoreceu a criatividade dos internautas. Em montagens, memes e publicações bem-humoradas, Jerônimo Rodrigues passou a ser chamado de “vaqueiro original”, enquanto ACM Neto recebeu o apelido de “vaqueiro fake”. As brincadeiras exploram a ideia de que identidade cultural não se veste apenas com chapéu de couro, botas ou camisa xadrez, mas se constrói ao longo do tempo e na convivência com o interior baiano.

No fim das contas, a tentativa de projetar uma imagem mais próxima do sertão acabou produzindo um efeito inverso nas redes sociais. Em vez de reforçar autenticidade, alimentou comparações e ironias que colocaram em dúvida a espontaneidade da mudança de visual. Na internet, onde quase tudo vira meme, bastou trocar a roupa para que surgisse um novo duelo: o vaqueiro “original” contra o vaqueiro “fake”.

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