A entrevista concedida pelo governador Jerônimo Rodrigues à Rádio Metrópole nesta terça-feira (7) revela mais do que posicionamentos de pré-campanha — mostra de forma clara como funcionará o debate político na Bahia. Ao afirmar que pretende manter a disputa eleitoral “séria” e afastada de fake news, o governador toca em um dos principais dilemas da política contemporânea: a corrosão do debate público pela desinformação.
Ao defender responsabilidade no uso de pesquisas eleitorais e criticar tentativas de manipulação do eleitorado, Jerônimo demonstra reconhecer os riscos de uma narrativa política baseada mais em percepção do que em fatos. Ainda assim, o histórico recente da política brasileira — inclusive na Bahia — mostra que esse compromisso exige vigilância constante, inclusive por parte dos próprios atores que o defendem.
Diante disso, a entrevista cumpre um papel importante ao sinalizar intenções, e deixa em aberto a questão central: como combater a desinformação em um ambiente político cada vez mais polarizado? Vivemos a maior anomalia da política brasileira até hoje. Como será esta eleição 2026, com a Inteligência Artificial? Como saber o que é fato e o que é fake? E o mais importante: como agirá a Legislação Eleitoral diante de tamanha problemática? São respostas que só saberemos ao londo do processo.







