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Operação Compliance Zero que expôs as”víceras” do centrão no caso Banco Master pode atingir ACM Neto

Foto: Ilustrativa

Opinião | Moisés Cambuy

A operação da Polícia Federal pode criar um problema político indireto para ACM Neto, principalmente porque Ciro Nogueira é um dos principais articuladores nacionais do Progressistas e aliado importante do grupo oposicionista na Bahia. A PF investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento ao Banco Master dentro da Operação Compliance Zero.

Segundo reportagens publicadas nesta semana, a investigação cita mensagens e supostos pagamentos atribuídos a Ciro Nogueira, além de suspeitas de atuação parlamentar em favor do banco. Politicamente, isso pode atingir ACM Neto em três frentes: em primeiro lugar, mesmo sem ACM Neto ser alvo da investigação, deve ser explorado a proximidade política entre ele e Ciro Nogueira, o que desgasta a imagem da oposição baiana, principalmente com a proximidade da campanha eleitoral: vínculos políticos acabam sendo usados eleitoralmente, ainda que não exista acusação direta contra o candidato.

Para além disso, Ciro tem influência forte no PP baiano e participou das articulações que aproximaram lideranças como Zé Cocá e Cacá Leão do grupo de ACM Neto. Se o caso evoluir judicialmente, pode haver constrangimento dentro da aliança e até pressão para afastamento político de figuras ligadas ao senador. Outro ponto a ser considerado, é que o grupo situacionista baiano, sem dúvida, irá nacionalizar a disputa, ligando ACM Neto ao Centrão e ao bolsonarismo. O caso serve de munição eleitoral: isso ganha peso porque a eleição na Bahia aparece equilibrada nas pesquisas recentes.

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