Segundo matéria publicada pelo Política ao Vivo, o quadro “Se eu fosse governador da Bahia”, exibido pela TV Bahia, vem chamando atenção em plena campanha eleitoral de 2026. A proposta é ouvir moradores de diferentes regiões do estado sobre quais seriam suas prioridades caso ocupassem o Palácio de Ondina. No entanto, de acordo com o portal, parte significativa das manifestações exibidas acaba se transformando em críticas e cobranças à atual administração estadual, o que levanta questionamentos sobre os efeitos políticos do formato.
A repercussão ocorre justamente em uma eleição marcada pela forte polarização entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). A Rede Bahia anunciou uma ampla cobertura das eleições, com entrevistas, debates, pesquisas e o próprio quadro “Se eu fosse governador”, apresentado como espaço para ouvir a população sobre os desafios do estado.
O aspecto político ganha ainda mais peso porque a disputa está tecnicamente equilibrada. Pesquisa Quaest contratada pela Rede Bahia, divulgada em 27 de agosto, apontou ACM Neto com 39% e Jerônimo com 37% no primeiro turno, dentro da margem de erro de três pontos percentuais. No segundo turno, ACM apareceu com 44% contra 41% de Jerônimo, também em empate técnico.
Na sequência, a pesquisa AtlasIntel/A Tarde, divulgada em 3 de setembro, reforçou a fotografia de uma eleição apertada: ACM Neto apareceu com 48,8% e Jerônimo Rodrigues com 47,5% em um dos cenários, enquanto a simulação de segundo turno registrou 49,2% a 48,6%. Nesse ambiente de disputa acirrada, a exposição diária de problemas, reclamações e cobranças na televisão pode ganhar relevância na formação da percepção do eleitor. Segundo o Política ao Vivo, é justamente essa repetição de críticas no quadro da TV Bahia que chama atenção e pode acabar produzindo uma leitura predominantemente negativa sobre o governo Jerônimo.







