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Teleprompter em alta, plateia em baixa

Por | Moisés Cambuy

A convenção parecia ter dois protagonistas: ACM Neto e o teleprompter. Enquanto o ex-prefeito mantinha os olhos fixos nas telas para não perder uma linha do discurso preparado pelo marqueteiro, a impressão era de que qualquer improviso tinha sido proibido. Faltou apenas agradecer ao equipamento no fim da fala.

Mas o momento mais curioso veio da plateia. Empolgado, o senador Ângelo Coronel tentou incendiar o ambiente, puxando um sonoro “Netoooo!”. O problema é que o coro simplesmente não decolou. O chamado ficou no ar e o entusiasmo esperado não apareceu, deixando uma cena que rendeu mais constrangimento do que aplausos.

No fim das contas, o teleprompter pareceu ter mais protagonismo do que a reação do público. O roteiro estava pronto, a leitura saiu conforme o planejado, mas a plateia não acompanhou o script. Afinal, discurso pode até ser ensaiado; já o entusiasmo popular não aceita controle remoto nem legenda na tela.

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