Foto: Juan Barreto / AFP
A Venezuela vive uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 em um intervalo de menos de um minuto. Os tremores ocorreram na noite de quarta-feira (24) e provocaram o colapso de dezenas de edifícios, além de danos severos à infraestrutura em diversas regiões do país. O número de mortos já ultrapassa 180 pessoas, enquanto mais de 1.500 ficaram feridas.
As áreas mais afetadas foram a região costeira de La Guaira e a capital Caracas, onde prédios residenciais, estabelecimentos comerciais e estruturas públicas sofreram desabamentos. Equipes de resgate trabalham ininterruptamente na busca por sobreviventes sob os escombros, enquanto milhares de pessoas permanecem desaparecidas ou desalojadas. O governo venezuelano decretou estado de emergência diante da dimensão da catástrofe.
Além das perdas humanas, os terremotos causaram interrupções no fornecimento de energia, água e serviços de transporte. O principal aeroporto de Caracas teve suas operações suspensas, e diversas rodovias ficaram comprometidas pelos danos estruturais. Especialistas alertam que o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas, à medida que as equipes avançam nas áreas mais devastadas e novas informações chegam das localidades isoladas.
A tragédia mobilizou a solidariedade internacional. Países da América Latina, Europa, Ásia e os Estados Unidos ofereceram apoio humanitário e envio de equipes de emergência para auxiliar nas operações de resgate e reconstrução. Enquanto o país enfrenta o desafio de socorrer as vítimas e reconstruir cidades inteiras, a população venezuelana tenta encontrar forças para superar uma das páginas mais dolorosas de sua história recente.







