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Último a sair de ACM Neto, favor apagar a luz

Opinião | Moisés Cambuy

A política baiana parece seguir um roteiro já conhecido: alianças que ontem eram firmes hoje se dissolvem com uma rapidez impressionante. O anúncio do prefeito de Piatã, Marcos Paulo (PSD), de que agora caminha ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), escancara mais um capítulo desse movimento. Depois de apoiar ACM Neto em 2022, a mudança de direção não soa como exceção, mas como parte de um efeito dominó cada vez mais evidente.

O gesto não é isolado. Pelo contrário, reforça a percepção de que lideranças municipais estão reavaliando suas posições com base na nova correlação de forças no estado. Quando prefeitos começam a migrar, a mensagem política é clara: o barco de ACM Neto já não transmite a mesma segurança de antes. E, na política, poucos querem permanecer em uma embarcação que aparenta estar perdendo estabilidade.

A reunião em Salvador, que oficializou a parceria entre Piatã e o governo estadual, simboliza mais do que um acordo administrativo. Representa uma reacomodação pragmática de interesses, onde a proximidade com o poder vigente passa a ser prioridade. Nesse contexto, discursos de fidelidade política dão lugar a decisões estratégicas, guiadas pela sobrevivência e pela busca de benefícios concretos para os municípios.

Diante desse cenário, a debandada ganha contornos quase inevitáveis. A sensação é de que há uma fila silenciosa se formando, com novos nomes prontos para mudar de lado a qualquer momento. No fim das contas, fica a ironia que resume bem o momento: quem sair por último do grupo de ACM Neto, que tenha ao menos a gentileza de apagar a luz.

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