Segundo a coluna de Malu Gaspar, de O Globo, José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, chegou à direção nacional do União Brasil por indicação de ACM Neto e participou de articulações para formação de chapas na Bahia. Nada como uma boa indicação para transformar um empresário em personagem importante dos bastidores políticos.
Moura também é próximo do presidente nacional do partido, Antônio Rueda, e mantém relações empresariais e políticas que chegam ao entorno da Prefeitura de Salvador. O cenário ganha ainda mais atenção diante das investigações da Operação Overclean, que levaram a Polícia Federal a indiciá-lo por suspeitas de corrupção, fraude em licitações, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Enquanto as investigações avançam, os contratos continuam andando. A MM Limpeza Urbana, empresa ligada a Moura, recebeu R$ 47,8 milhões da Prefeitura de Salvador entre janeiro e agosto deste ano, mantendo uma relação contratual que atravessa diferentes gestões municipais.
Na avaliação editorial do Portal Moisés Cambuy, o caso expõe uma pergunta incômoda: como algumas relações políticas e empresariais conseguem sobreviver tão confortavelmente a cada nova investigação? Coincidência ou não, o “Rei do Lixo” parece continuar encontrando portas abertas — e, aparentemente, com contratos milionários do outro lado.







