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Rui Costa aposta em voto casado para fortalecer o Time de Lula na Bahia

Fotos: Diego Mascarenhas / Divulgação

A largada oficial da campanha de 2026 na Bahia ganhou, neste domingo (16), um forte componente de estratégia política com a mobilização do grupo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao lado de Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner, Rui Costa iniciou a caminhada eleitoral pela Cidade Baixa, em Salvador, após participar de uma missa na Basílica do Senhor do Bonfim. Mais do que um ato de campanha, o movimento serviu para apresentar ao eleitorado uma chapa que busca transformar a identidade política do grupo em uma mensagem eleitoral única.

Ao defender a tese de que o baiano deverá optar pelo chamado “voto casado”, Rui Costa colocou em evidência uma das principais estratégias do grupo para a disputa pelo Senado. A ideia é associar as candidaturas de Rui e Wagner ao mesmo campo político de Lula, apresentando os dois como integrantes de um projeto que também tem Jerônimo Rodrigues na corrida pela permanência no Governo da Bahia. A estratégia procura facilitar a compreensão do eleitor e reforçar a unidade entre as candidaturas.

A fala de Rui também evidencia que a eleição baiana tende a ser apresentada ao eleitor como uma disputa entre projetos políticos distintos. Ao afirmar que a escolha estará entre representantes ligados a Lula e nomes identificados com Jair Bolsonaro, o candidato ao Senado aposta na nacionalização do debate e na força das alianças construídas em torno do presidente. Nesse cenário, a capacidade de transferência de votos e a força das lideranças que integram cada grupo serão elementos importantes ao longo da campanha.

Depois da mobilização em Salvador, a caravana petista segue para Irecê, onde o grupo realiza, a partir das 17h, o primeiro grande comício da campanha na Praça do Feijão. A escolha da cidade para marcar esse momento reforça a importância política do interior baiano na estratégia eleitoral. A partir de agora, a campanha deixa o discurso de preparação e passa a disputar, nas ruas, a preferência do eleitor — e a aposta do grupo de Lula é transformar unidade política em unidade nas urnas.

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